Serve para qualquer região: ajuste cimento, traço, agregado, adições, aditivos e cura, e a curva responde na hora. Os dados de Teresina são um exemplo, que pode ser trocado por ensaios e clima de cada obra.
Meça a massa unitária (NBR 16972), a umidade e o inchamento da areia (NBR 6467) no material da obra. Padrões assumidos: areia 1.450 kg/m³, inchamento 25%, umidade 4%, brita 1.400 kg/m³. Base de 35 × 45 cm, altura até 30 cm e até 60 kg por padiola são sugestões práticas de manuseio.
| Idade (dias) | fc (MPa) |
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Desmarque para ler os ensaios nas condições de temperatura e cura do painel. Com uma ou duas idades, o programa ajusta só o fc28 e mantém o s.
Teresina é o exemplo de como montar uma base local. Os resultados são poucos e vêm de outros materiais e laboratórios: servem de ponto de partida, não de garantia. Para outra região, use a base Geral e substitua pelos dados locais. Clique em "Usar" para ver um conjunto no gráfico.
| Estudo | Concreto | 3 d | 7 d | 28 d | 91 d | s ajustado |
|---|
O s foi ajustado à equação da norma, assumindo corpos de prova a 23 °C (NBR 5738). A relação a/c de 0,65 foi calculada a partir das massas publicadas. O artigo de Castelo do Piauí (10,9 MPa com a/c 0,64) ficou de fora, por destoar muito dos demais.
Peça a um laboratório de controle tecnológico ou à sua central de concreto, usando os materiais reais da obra. Laboratórios de universidades também atendem. Siga na ordem: as etapas 1 e 2 já resolvem a maior parte do erro.
| Etapa | O que calibra | O que pedir ao laboratório | Como usar no programa |
|---|---|---|---|
| 1. Curva de dosagem | K1 e K2 | 3 a 4 traços com a/c diferentes (0,40 · 0,50 · 0,60 · 0,70) e o mesmo abatimento. Ruptura aos 28 dias, 2 CPs por traço no mínimo. | Digite a/c e fc28 em "Ajustar K1 e K2", abaixo. |
| 2. Evolução no tempo | s e fc28 | Um traço de referência, em câmara úmida a 23 °C. Ruptura a 1, 3, 7, 14, 28 e 56 dias, 2 CPs por idade. | Digite em "Calibrar com ensaios", com 23 °C e cura contínua. |
| 3. Adições | k e Δs de cada adição | O traço de referência e o mesmo a/c com a adição, a 3, 7, 28 e 91 dias. Dois teores, se possível. | Ajuste os ensaios de cada mistura. k vem da razão de fc28, e Δs da diferença de s. |
| 4. Temperatura | Energia de ativação e perda por calor | CPs em banho a 20, 30 e 40 °C nas primeiras 48 h, depois câmara úmida. Ruptura a 1, 3, 7 e 28 dias. Método da ASTM C1074. | Compare fc28 entre temperaturas para a perda por °C. Os tempos para a mesma resistência dão a energia de ativação. |
| 5. Cura | Hidratação após a cura | CPs com cura úmida de 0, 3, 7 e 28 dias, depois ao ar na umidade da obra. Ruptura aos 28 dias. | Ajuste o coeficiente até o modelo reproduzir a perda medida. |
| 6. Agregado | Fator de fc e αE | Mesmo traço com cada rocha. fc aos 28 dias e módulo de elasticidade (NBR 8522). | Fator = fc da rocha ÷ fc da rocha de referência. |
| 7. Ar incorporado | Perda por 1% de ar | Teor de ar no concreto fresco (NBR NM 47) em dois níveis, com fc aos 28 dias. | Perda = queda relativa de fc ÷ variação de ar. |
Moldagem e cura pela NBR 5738, compressão pela NBR 5739, abatimento pela NBR 16889. Use os mesmos cimento, areia, brita e aditivos da obra, e registre temperatura e umidade.
| a/c | fc28 (MPa) |
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É a equação da NBR 6118:2023 (item 8.2.4), indicada para idades abaixo de 28 dias na falta de ensaios, e do fib Model Code. Além de 28 dias, o gráfico mostra tendência, por isso a faixa cinza.
Função de Arrhenius do fib Model Code, com temperatura em duas fases, a mesma base do método da maturidade da ASTM C1074. A 30 °C o concreto envelhece cerca de 1,6 dia por dia.
Lei de Abrams com o conceito de fator de eficiência k das adições. O consumo vem da lei de Molinari: C = γ / (1 + m + a/c).
Os valores de s por cimento (NBR 6118:2023, item 8.2.4), a função de Arrhenius (fib) e o αE (NBR 6118, item 8.2.8) vêm de norma. Os demais estão listados em "Todos os coeficientes adotados", com origem e situação.
O s varia com o a/c efetivo, seguindo a tendência do fib MC 2020 de menor ganho tardio em concretos mais fortes. A energia de ativação sobe com a escória. A perda por calor depende das primeiras 48 h, diminui com escória e cinza e é 25% maior com cimento de alta resistência inicial, seguindo Neville (p. 186).
Modelo de análise e ensino. Efeitos são combinados de forma simplificada e dependem dos materiais reais. Não substitui dosagem experimental nem o controle da NBR 12655.
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